
Rever Goodfellas é sempre um prazer.
Fi-lo um destes dias, após colmatar uma lacuna que persistia: Goodfellas não fazia parte da minha limitada DVDteca.
Já o tinha visto umas 2 ou 3 vezes, mas a emoção/alegria que me percorria, no instante imediatamente anterior a clicar no play, foi semelhante a qualquer um dos visionamentos anteriores.
Falar de Goodfellas é fácil. Resume-se a uma palavra: clássico. Se quisermos elaborar um pouco mais diremos que é genial, uma obra-prima, em suma, um "filmaço".
Martin Scorsese é um génio (já o devo ter dito aqui algumas vezes), e Goodfellas é, provavelmente, a sua maior genialidade. O que por si só diz muito, quando falamos de alguém que nos deu Taxi Driver e Raging Bull ou mais recentemente The Departed e Shine a Light (este numa outra vertente), entre muitos outros.
Para quem não conhece Goodfellas (será que existe alguém?), ele pode ser facilmente definido como o melhor filme sobre a Mafia desde The Godfather (sendo que para alguns até o supera), com uma vantagem: o facto de se basear em factos verídicos.
Nascido do "best-seller" Wiseguy de Nicholas Pileggi, Goodfellas relata a história real de Henry Hill (Ray Liotta), durante três décadas, desde os primórdios da sua ascensão no mundo do crime. A seu lado giram Tommy DeVito (Joe Pesci), Jimmy Conway (Robert De Niro) e Paul Cicero (Paul Sorvino), entre outros.
Como sempre acontece nos seus filmes, Scorsese é um mestre na direcção de actores, extraindo de cada um deles todo o seu potencial. Se Ray Liotta tem aqui o papel de uma carreira (que nunca mais superou) e se De Niro está, como sempre, em grande nível, é Joe Pesci quem brilha com mais intensidade, conseguindo criar um psicótico e instável Tommy, do melhor que o cinema já viu, merecidamente consagrado com o Óscar de Melhor Actor Secundário.
Em termos técnicos, Goodfellas é um filme prodigioso no que toca à edição e montagem, sem esquecer o argumento, que nos agarra desde o início e que não nos concede pausas, passando pela banda sonora, que espalha classe, e pelos movimentos de câmara, típicos de Scorsese, com alguns dos melhores planos-sequências da sua carreira.
Em suma, Goodfellas é um marco no cinema contemporâneo. Um filme brilhante, saído da mente de um realizador superior. Obrigatório!
Baseado em factos verídicos, é caso para dizer:
"Funny how? What's funny about it?"
Fi-lo um destes dias, após colmatar uma lacuna que persistia: Goodfellas não fazia parte da minha limitada DVDteca.
Já o tinha visto umas 2 ou 3 vezes, mas a emoção/alegria que me percorria, no instante imediatamente anterior a clicar no play, foi semelhante a qualquer um dos visionamentos anteriores.
Falar de Goodfellas é fácil. Resume-se a uma palavra: clássico. Se quisermos elaborar um pouco mais diremos que é genial, uma obra-prima, em suma, um "filmaço".
Martin Scorsese é um génio (já o devo ter dito aqui algumas vezes), e Goodfellas é, provavelmente, a sua maior genialidade. O que por si só diz muito, quando falamos de alguém que nos deu Taxi Driver e Raging Bull ou mais recentemente The Departed e Shine a Light (este numa outra vertente), entre muitos outros.
Para quem não conhece Goodfellas (será que existe alguém?), ele pode ser facilmente definido como o melhor filme sobre a Mafia desde The Godfather (sendo que para alguns até o supera), com uma vantagem: o facto de se basear em factos verídicos.
Nascido do "best-seller" Wiseguy de Nicholas Pileggi, Goodfellas relata a história real de Henry Hill (Ray Liotta), durante três décadas, desde os primórdios da sua ascensão no mundo do crime. A seu lado giram Tommy DeVito (Joe Pesci), Jimmy Conway (Robert De Niro) e Paul Cicero (Paul Sorvino), entre outros.
Como sempre acontece nos seus filmes, Scorsese é um mestre na direcção de actores, extraindo de cada um deles todo o seu potencial. Se Ray Liotta tem aqui o papel de uma carreira (que nunca mais superou) e se De Niro está, como sempre, em grande nível, é Joe Pesci quem brilha com mais intensidade, conseguindo criar um psicótico e instável Tommy, do melhor que o cinema já viu, merecidamente consagrado com o Óscar de Melhor Actor Secundário.
Em termos técnicos, Goodfellas é um filme prodigioso no que toca à edição e montagem, sem esquecer o argumento, que nos agarra desde o início e que não nos concede pausas, passando pela banda sonora, que espalha classe, e pelos movimentos de câmara, típicos de Scorsese, com alguns dos melhores planos-sequências da sua carreira.
Em suma, Goodfellas é um marco no cinema contemporâneo. Um filme brilhante, saído da mente de um realizador superior. Obrigatório!
Baseado em factos verídicos, é caso para dizer:
"Funny how? What's funny about it?"

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