
Os ingredientes estavam lá: Ryan Gosling, provavelmente o actor da nova geração; Patricia Clarkson, uma das mais subvalorizadas actrizes da indústria; Nancy Oliver, argumentista, já consagrada por Six Feet Under.
Assim sendo, foi com curiosidade (pelo inusitado argumento) e expectativa que assisti a Lars and the Real Girl.
Este é um filme que não será consensual (será que existe algum?), pois move-se numa fronteira muito ténue entre a "fábula real" e o absurdo. É necessário abordá-lo sem qualquer tipo de preconceitos e partir para ele de espírito livre e aberto.
Sob a capa de uma comédia dramática, para mim, Lars and the Real Girl de comédia pouco tem. Posso mesmo assegurar que não esbocei uma gargalhada, quanto muito um tímido sorriso, enquanto assisti a este drama.
A história deste filme, sem querer desvendar muito, decorre em torno de Lars, um indivíduo um pouco anti-social, que vive isolado, e que tenta combater a solidão de que sofre, de um modo que ninguém ousaria imaginar.
A partir desse momento, o filme centra-se na forma como toda uma comunidade reage para com esta pessoa, mostrando-nos o melhor dos seres humanos. O objectivo de todos eles é só um: fazer com que o próprio Lars mude a sua, muito própria, maneira de ser.
Com um argumento um pouco surreal, digno de uma argumentista que passou por Six Feet Under, Lars and the Real Girl olha para o protagonista com uma naturalidade desconcertante, tornando-o, "apenas" humano aos nossos olhos.
Ryan Gosling sobe aqui mais um degrau na escalada para o topo da representação. Ele é, quanto a mim, "the next big thing" da 7ª arte. Tão simples quanto isto.
Bem coadjuvado, por um naipe de secundários onde sobressaem Patricia Clarkson, Kelli Garner, Paul Schneider e Emily Mortimer (além da "actriz" principal...), Gosling dá, aqui, mais uma prova da sua notável capacidade de momentos de underacting, como já tinha demonstrado no não menos sensacional Half Nelson.
Este é um retrato da solidão dos nossos dias, da busca do amor, do ultrapassar dos nossos medos, da dificuldade de quebrar as nossas barreiras e de deixar cair o nosso escudo protector.
Lars and the Real Girl lança uma questão: o que é mais doloroso: A dor da solidão, ou a dor de a quebrar?
No final, a mensagem que fica é de optimismo.
Por mais surreal que seja o caminho.
Assim sendo, foi com curiosidade (pelo inusitado argumento) e expectativa que assisti a Lars and the Real Girl.
Este é um filme que não será consensual (será que existe algum?), pois move-se numa fronteira muito ténue entre a "fábula real" e o absurdo. É necessário abordá-lo sem qualquer tipo de preconceitos e partir para ele de espírito livre e aberto.
Sob a capa de uma comédia dramática, para mim, Lars and the Real Girl de comédia pouco tem. Posso mesmo assegurar que não esbocei uma gargalhada, quanto muito um tímido sorriso, enquanto assisti a este drama.
A história deste filme, sem querer desvendar muito, decorre em torno de Lars, um indivíduo um pouco anti-social, que vive isolado, e que tenta combater a solidão de que sofre, de um modo que ninguém ousaria imaginar.
A partir desse momento, o filme centra-se na forma como toda uma comunidade reage para com esta pessoa, mostrando-nos o melhor dos seres humanos. O objectivo de todos eles é só um: fazer com que o próprio Lars mude a sua, muito própria, maneira de ser.
Com um argumento um pouco surreal, digno de uma argumentista que passou por Six Feet Under, Lars and the Real Girl olha para o protagonista com uma naturalidade desconcertante, tornando-o, "apenas" humano aos nossos olhos.
Ryan Gosling sobe aqui mais um degrau na escalada para o topo da representação. Ele é, quanto a mim, "the next big thing" da 7ª arte. Tão simples quanto isto.
Bem coadjuvado, por um naipe de secundários onde sobressaem Patricia Clarkson, Kelli Garner, Paul Schneider e Emily Mortimer (além da "actriz" principal...), Gosling dá, aqui, mais uma prova da sua notável capacidade de momentos de underacting, como já tinha demonstrado no não menos sensacional Half Nelson.
Este é um retrato da solidão dos nossos dias, da busca do amor, do ultrapassar dos nossos medos, da dificuldade de quebrar as nossas barreiras e de deixar cair o nosso escudo protector.
Lars and the Real Girl lança uma questão: o que é mais doloroso: A dor da solidão, ou a dor de a quebrar?
No final, a mensagem que fica é de optimismo.
Por mais surreal que seja o caminho.

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