
I'll try anything once (The Strokes) toca nos meus ouvidos enquanto escrevo estas singelas palavras que não farão justiça ao último trabalho de Sofia Coppola.
Está dado o tom, e num flash (longo e com luz própria como Sofia sabe) Somewhere volta a percorrer a minha mente e sinto que estou de novo no Chateau Marmont Hotel, prestes a iniciar a minha viagem.
Tal como nos anteriores filmes de Sofia Coppola faltam as palavras. Nos seus filmes e a nós, espectadores.
Não é um Lost in Translation v.2, nem tenta sê-lo, diga-se desde já. É o mundo de Sofia, biográfico (talvez), estilizado, silencioso, e bom. Muito bom, mesmo.
Belíssimo, como todos os anteriores, Somewhere "narra" o quotidiano de uma estrela hollywoodesca, um playboy sem rumo aparente, que passa pela vida sem perceber que por mais voltas que se dê, o caminho faz-se caminhando.
Para alguns (todos?) será um espelho, para outros uma janela.
Somewhere...

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