Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

Somewhere



I'll try anything once (The Strokes)
toca nos meus ouvidos enquanto escrevo estas singelas palavras que não farão justiça ao último trabalho de Sofia Coppola.
Está dado o tom, e num flash (longo e com luz própria como Sofia sabe) Somewhere volta a percorrer a minha mente e sinto que estou de novo no Chateau Marmont Hotel, prestes a iniciar a minha viagem.

Tal como nos anteriores filmes de Sofia Coppola faltam as palavras. Nos seus filmes e a nós, espectadores.
Não é um Lost in Translation v.2, nem tenta sê-lo, diga-se desde já. É o mundo de Sofia, biográfico (talvez), estilizado, silencioso, e bom. Muito bom, mesmo.

Belíssimo, como todos os anteriores, Somewhere "narra" o quotidiano de uma estrela hollywoodesca, um playboy sem rumo aparente, que passa pela vida sem perceber que por mais voltas que se dê, o caminho faz-se caminhando.

Para alguns (todos?) será um espelho, para outros uma janela.
Somewhere...